quarta-feira, 7 de março de 2018

5 Heroínas da II Guerra Mundial- Em homenagem às mulheres no Dia Internacional da Mulher



















Para o “Dia Internacional da Mulher” vou falar brevemente de 5 mulheres que se destacaram na sua luta contra os nazistas na II Guerra Mundial:


1- Krystyna Skarbek


Nasceu na Polônia, foi agente secreta britânica, atuou na Hungria durante a guerra, operando uma rede de espionagem que contrabandeava relatórios de inteligência de guerra. Como agente do serviço secreto SOE, foi para a Polônia ocupada para fazer contacto com agentes e grupos de resistência. Foi presa pelos alemães em 1941 e conseguiu escapar fingindo-se de tuberculosa.

Em 1944, trabalhou junto à resistência francesa com o nome de guerra Madame Pauline. Lá arregimentava guerrilheiros e realizava ações contra tropas inimigas, tendo sido um de seus maiores feitos conseguir a rendição de uma guarnição alemã de cerca de 200 soldados.


2-Nancy Wake
  
Era neozelandesa. Casou com um francês e foi morar na França. Com a invasão nazista ela decidiu lutar contra os invasores ao lado da resistência francesa. Em 1940 foi capturada, porém conseguiu enganar os alemães e fugiu. Tornou-se muito procurada pela Gestapo, que ofereceu uma recompensa por ela. Foi para a Inglaterra e se juntou à Executiva de Operações Especiais (SOE). Descobriu que seu marido havia sido morto pela Gestapo e quis se vingar. Foi enviada de pára-quedas à França para liderar ataques da Resistência visando o Dia D (desembarque na Normandia). Ela então comandou um ataque à sede da Gestapo em Auvergne e também a uma fábrica de armas. Quando o conflito mundial terminou foi reconhecida pelo Reino Unido com a medalha George; pelos EUA com a Medalha da Liberdade; e pela França com a Medalha da Resistência e três Croix de Guerres.



3-Andrée Borrel

Essa francesa, aos dezenove anos de idade, se uniu à Resistência Francesa e participou de uma rede que ajudava soldados ingleses feridos a voltar para a Grã-Bretanha. Teve de fugir para Lisboa em 1941 e em 1942, já em Londres, se juntou à SOE. Desceu de pára-quedas na França ocupada junto com outra resistente francesa, Lise de Baissac. Trabalhou com sabotagem e espionagem em uma rede, mas foi traída e com outros de seu grupo foi presa pela Gestapo, tendo sido executada em um campo de concentração.


4-Cecile Pearl Witherington

Nasceu na França, mas de origem britânica. Ela fugiu para o Reino Unido quando a França foi ocupada, retornando em 1943 como agente da SOE. De início trabalhou com espionagem, no entanto seu superior foi aprisionado pelos nazistas e ela passou a se destacar assumindo seu lugar, recebendo mais de 1500 soldados que desceram de pára-quedas para a invasão da Normandia do dia D. Foi oferecido pelos alemães um prêmio por sua cabeça. Em junho de 1944 mais de 1000 alemães foram mortos quando ela estava no comando de seu grupo, que executou ataques a dezenas de comboios e aproximadamente 800 sabotagens ao sistema ferroviário francês controlado pelos nazistas que ligava a Normandia ao sul da França. Ela comandou a rendição de cerca de 18.000 soldados alemães no final da ocupação alemã na França. Foi homenageada depois da guerra pela França e pela Inglaterra.

5-Virginia Hall

Ela, a partir de 1930, andava com uma só perna, pois perdeu a outra em um acidente no início dos anos 30. Acabou lutando na Europa contra os nazistas com um prótese de madeira no lugar de uma perna. Nasceu nos Estados Unidos, entretanto, trabalhou como motorista de ambulância quando estava em Paris e a França estava sendo atacada.  Conseguiu fugir e entrou para a SOE. Voltou para a França e organizou um movimento da Resistência perto de Vichy. Em 1942, perseguida pelos alemães, teve de fugir para a Inglaterra, sendo apelidada pelos alemães como A Senhora que manca.

Voltou à sua pátria, os Estados Unidos, ingressando em um serviço especial, a Agência de Serviços Estratégicos (OSS). Em 1944, foi enviada para a França, onde desceu de pára-quedas. Ajudou soldados ingleses na França e participou da Resistência, treinando guerrilheiros e organizando sabotagens. Quando a guerra acabou, entrou para a CIA, onde ficou até 1966.

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Márcio José Matos Rodrigues-Professor de História

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